Antigamente nos meus tempos da minha juventude e dando seguimento ás tradições que os nossos antepassados faziam, na passagem do dia 23 para 24de Junho.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Tradições Antigas
Antigamente nos meus tempos da minha juventude e dando seguimento ás tradições que os nossos antepassados faziam, na passagem do dia 23 para 24de Junho.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
A História das palavras “Etnografia, Folclore, Cultura e Tradição"
Estas palavras derivam da união de dois
vocábulos gregos: ethnos ( que significa “povo”) e graphein (que significa
“grafia”,”escrita”,”descrição”, ou melhor, “estudo descrito”). Logo,
etimologicamente, a etnografia é o estudo descrito de um povo.
Note-se que digo “ de um povo “ e não
“ do povo”, pois aqui o termo “povo” não é usado no seu significado social (
isto é, não se refere a uma camada social, a uma classe social ) mas sim
significando um conjunto de indivíduos unidos entre si por laços comuns , histórica,
cultural, religiosa, social, etc.
Mais particularmente poderemos dizer
que a etnografia é a ciência que estuda e descreve os agregados populacionais.
E sendo assim, a etnografia descreve e estuda o povo de um dado país, de uma
dada província, de uma dada região, de uma dada comunidade, etc...
A etnografia é uma das várias ciências auxiliares de antropologia.
A palavra “antropologia” é,
igualmente, composta por dois vocábulos gregos: anthropos ( que significa
“homem”, a espécie animal homem ) e logos ( que significa “ conhecimento “ , “
estudo “ ). Portanto a antropologia é a ciência que estuda o homem em geral, o
homem total - desde o seu especto físico á sua cultura, á sua maneira de ser e
viver, á sua organização social, etc...
Mas, como o homem é um ser duplamente físico
e mental - e, também, um ser social - a antropologia estuda-o sob esses três aspectos.
Há, assim, uma antropologia geral que se divide em dois grandes ramos: a
antropologia física e a antropologia cultural ou social. ( há já hoje até
alguns antropólogos que consideram que existem paralelamente.
Uma antropologia física, uma
antropologia cultural e uma antropologia social, fazendo, portanto, uma
distinção entre antropologia cultural e antropologia social). Mas, aqui, neste
pequeno caderno de divulgação, usarei a divisão clássica, geralmente aceite, da
antropologia geral nos dois grandes
ramos - antropologia física e antropologia cultural - dois ramos, aliás, que
constituem duas ciências se não diferentes, pelo menos com campos de estudo e objectivos
diferentes.
A antropologia física não estuda o
físico ( o organismo ) do homem - tarefa e objetivo da medicina - mas sim o seu
especto físico, ou seja, o homem somático, ou melhor ainda, as características
físicas particulares a cada raça ou grupo ético: a configuração do esqueleto, o
formato do crânio, a maior ou menor abertura do ângulo facial, a cor da pele, a textura dos cabelos, a implantação dos maxilares, a maior ou menor abertura e
o formato das órbitas oculares, o formato das fossas nasais, a distribuição de
adiposidades, etc...
Em contrapartida, a antropologia cultural - a
que também se dá o nome de etnologia - estuda o homem como produtor e
transportador de cultura e ainda a maneira de viver de cada raça ou grupo
ético. ( os antropólogos que fazem a distinção entre antropologia cultural e
antropologia social consideram que a primeira estuda o homem como produtor de
cultura, isto é aquilo que ele produz tanto de material como de espiritual,
enquanto a segunda estuda o homem como ser social, ou seja, as formas, sociais
particulares de cada raça ou grupo étnico).
Um pouco de história - a palavra
folclore é a forma aportuguesada da palavra inglesa folklore, palavra, aliás
composta por duas palavras de origem saxónica: folk ( povo ) + lore ( tradição
). Trata-se de uma palavra que foi usada pela primeira vez em 1846 pelo
arqueólogo inglês William John Thomas .
Folclore
com Etnografia
Muitas pessoas confundem folclore com
etnografia ou com etnologia crendo que se trata da mesma coisa. Ora, não é
inteiramente assim.
A etnografia e o folclore só têm de comum
entre si a metodologia que é igual para uma e para o outro.
Quanto á etnologia e folclore, a diferença que
existe entre uma e outra é a seguinte: enquanto a etnologia estuda actividades
e objectos concretos, materiais, o folclore estuda actividades e objectos
espirituais e artísticos, tradições, usos e costumes, etc...
Assim, poderemos definir o folclore
como sendo a ciência etnológica ( ou auxiliar da etnologia ) que estuda os
usos, costumes, tradições espirituais e as expressões orais e artísticas de um
povo ou de um grupo étnico evoluídos. Usar nesta definição a palavra “ evoluídos
“ é absolutamente necessário pois que só os povos evoluídos têm folclore uma
vez que os povos primitivos têm a sua própria cultura.
Quer isto dizer que o folclore estuda os usos,
costumes e as tradições milenárias e seculares de povos cujos padrões de vida
deixaram de ser primitivos. Por exemplo: um batuque no interior da África, uma
doença ou uma canção da Polinésia, etc..., não são folclore são cultura ao
passo que uma romaria nortenha ou saloia, o fandango, o trajar de saloio ou um
coral alentejano são folclore porque sendo manifestações populares são-no de um
povo que vive dentro dos padrões sociais actuais usando das conquistas técnicas
universais.
É por essa razão que os assuntos habitualmente
estudados pelo folclore são: danças e canções; trajos populares; instrumentos
musicais; festas, feiras, mercados e romarias; medicina popular e magia;
lendas, contos e “histórias”; poesia popular; provérbios e adivinhas; jogos
infantis; jogos e brincadeiras populares; usos e costumes regionais; etc...
A etnografia e o folclore, divide-se em dois
tipos de trabalho: o trabalho de campo e o trabalho de gabinete. Ao trabalho de
campo, também se dá os nomes de pesquisa e recolhas. Assim, trabalho de campo,
pesquisa ou recolha são uma só e a mesma coisa. Que é, portanto, o trabalho de campo?
É precisamente o trabalho de pesquisa e recolha de elementos que se efectua no
campo de estudo. Como é óbvio, de uma maneira geral, o campo de estudo de
etnografia e do folclore situa-se nos pequenos aglomerados populacionais rurais
afastados dos grandes centros. O princípio básico do trabalho de campo é saber
ver, ouvir e reproduzir. Quer isto dizer que o pesquisador, o investigador de
campo, tem de ser o mais objectivo possível. Em que consiste, pois, o trabalho
de campo? Consiste na pesquisa e recolha de elementos, dados, informações, objectos
( documentos ) de carácter etnológico.
Como se faz essa recolha? Através de
inquéritos, conversas, pedidos de informações, etc... Inquéritos, conversas,
informações que terão de ser registados.
A fotografia é sempre e em todos os
casos, utilíssima; hoje em dia é mesmo imprescindível. O filme é muito útil
sobretudo pela noção de movimento que nos dá. Por isso é imprescindível no
estudo de assuntos em que o movimento é o principal elemento: danças, práticas
sociais colectivas, práticas de trabalho profissional, artesanato, etc. A
gravação é hoje muito importante no estudo das expressões musicais, orais, dialectal,
etc.
Trabalho de gabinete - o trabalho de
gabinete é a natural sequência e consequência do trabalho de campo ou da
recolha etnológica; é, portanto, o trabalho de organização, dos elementos e
documentos, isto é, do material reunido na pesquisa ou recolha. Praticamente e
em última análise, é o trabalho de elaboração de fichas e organização de
arquivos.
Cultura e
Tradição
Em ciências humanas a palavra “
cultura “ não tem precisamente o mesmo significado com que a usamos na
linguagem quotidiana. Na linguagem vulgar de todos os dias à ideia de cultura
ligamos a ideia de grande soma de conhecimentos gerais. Por isso, uma pessoa
culta é aquela que possui largos conhecimentos gerais de muitas coisas.
Em ciências humanas, “ cultura “ é
tudo aquilo que um povo ou um grupo étnico adquire do passado, dos seus
antepassados: a língua, usos e costumes, danças e canções, trajos, culinária,
modos de vida e de trabalho, etc. Assim, e de certo modo, cultura é tradição.
Como afirmou o Dr. Ernesto Veiga de
Oliveira ( em “ princípios basilares das ciências etnológicas “ - cadernos de
etnografia nº 3 ), “ cultura, em etnologia, não tem o significado corrente de
palavra que corresponde àquilo a que chamamos cultura superior designado os
produtos da ciência e da inteligência puramente lógica, a criação artística, os
requintes mais elevados do espírito e da técnica, as aquisições individuais de
personalidades de excepção, que caminham na vanguarda do pensamento humano,
livres de condicionamentos circunstanciais, e que são inovadores originais
voltados para o futuro. Cultura, em etnologia, significa, precisamente o contrario: tudo aquilo que o indivíduo, de qualquer época
histórica, seja de que nível técnico, económico e social for, recebe do meio em
que nasceu, se criou, formou e vive, que pertence ao grupo de que ele faz
parte, e lhe veio de fora e do passado - numa palavra, a tradição, a herança
social “.
O principal veículo da cultura é a linguagem,
indispensável à comunicação dos indivíduos entre si. Outro básico veiculo da
cultura é a tradição que passa de geração em geração que se mantêm os usos e
costumes de cada grupo étnico ou cada grupo social. A língua e a tradição ( os
usos e costumes ) estão na base de toda a cultura.
Nota):Estes artigos são resultado
de várias pesquisas que fiz através dos novos meios de informação tecnológicos (Internet) agora
ao nosso dispor e depois de ler vários livros sobre antropologia,
etnografia e folclore.
( Este artigo de opinião foi publicado no "Portal do Folclore Português")
( Este artigo de opinião foi publicado no "Portal do Folclore Português")
Manuel Abreu Castro
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Opinião sobre o estado do Folclore ( E Alguns Conselhos)
Como
pessoa interessada e atenta aos usos, costumes e tradições dos nossos
antepassados, resolvi dar o meu contributo (e toda gente que gosta destes temas
também devia dar) para ajudar as organizações (Ranchos e Grupos Folclóricos)
que divulgam e representam os modos de vida dos nossos antepassados. Todos
sabemos que esses testemunhos desse tempo vão escasseando por isso à que juntar
todos os testemunhos disponíveis. Eu como pessoa que gosta de etnografia e
folclore, e que já passei por alguns ranchos folclóricos, além de ter feito
pesquisas através de conversas com pessoas idosas (e agora também com a ajuda
das novas tecnologias) e em conversas com gente jovem, cheguei a uma conclusão
a qual vou dividir em três vertentes.
Administração
ou Direcções das Organizações (Ranchos E Grupos Folclóricos)
Toda a
gente sabe que a maioria das administrações dos ranchos ou grupos folclóricos
são compostas por gente com pouca formação, gente de origens humildes que nem
tinham posses para estudar, gente que só pensava em trabalho para levar a vida
e que por isso não tinha tempo para pensar na sua formação. Por esses motivos
há várias administrações que gerem os ranchos ou grupos folclóricos como se
geria uma associação há 40 ou mais anos atrás. Assim, encontram grandes
dificuldades para se adaptarem ao modo atual de gerir e por conseguinte ter uma
boa administração.
É básico que se uma administração for
deficiente se percute por toda a organização e aí começam os problemas. Há jovens
que entram nestas organizações com um certo receio, quer pela inexistência de informação
dos vários órgãos de comunicação, quer por certas declarações que se fazem
tentando fazer do folclore “uma coisa parola”, por isso nunca chegam de início
a entrar com os dois pés, só se integrando em pleno passado algum tempo e se
por acaso encontrar dentro da organização quem os ajude, quem os motive e os esclareça.
Se por acaso dentro da organização houver problemas, a
sua saída é rápida e depois esses administradores não fazem uma análise
exaustiva a essa saída rápida dos jovens, desculpando-se dizendo que os jovens
não gostam de folclore isso é uma das piores desculpas porque tal como as
declarações depreciativas ao folclore isso vai aumentando a desconfiança de
outros jovens potenciais candidatos à entrada. Por isso é urgente mudar a forma
de dirigir.
Pouca
Democracia Dentro das Organizações (Ranchos e Grupos Folclóricos)
Com o decorrer da nossa vida e com os anos aumentar, vamos perdendo
faculdades que foram muito importantes nas nossas vidas.
Não é novidade nenhuma que há
dirigentes no movimento folclórico que perpetuam os seus cargos de dirigentes,
não se importando de renovar, dando uma ideia que eles são os donos da
organização, não admitindo opiniões diferentes das suas.
Por outro lado escondem dos componentes as
contas da organização e o que se paga às pessoas que desempenham diversos serviços
dentro da colectividade, muitas das vezes ouvimos alguns componentes dizer “ se
somos precisos para arranjar dinheiro também devemos saber o dinheiro que existe
“isto é mais uma prova que os dirigentes não devem esconder as contas e devem
apresentar regularmente as contas a todos os componentes, porque assim estarão
todos informados para quando surgir alguém que queira arranjar confusão estejam
melhor preparados para não permitir que isso aconteça, e assim vão-se cativando
os componentes mais jovens e integrando-os, e aproveitando-os para arranjar
fundos necessários para actividade da colectividade. Por isso á que realizar
periodicamente em conformidade com os estatutos eleições, e integrar jovens nas várias listas de
candidatos para que comecem a sentir a responsabilidade de dirigir, sabemos que
os jovens com a sua irreverencia e o seu modo de pensar mais actual e auxiliados
ela experiência dos mais velhos, iram com certeza trazer mais-valias e mais
inovações para concretizar novos projectos e novos desafios.
O
Desconhecimento dos Usos e Costumes e Tradições dos Nossos Antepassados
Como atrás apontei com o
passar dos anos da nossa vida vamos nos acomodando e julgamos que já ensinamos
tudo, puro engano.
Há muitos jovens interessados
pelo uso e costumes e tradições e logo por inerência pelo folclore, mas que
desconhecem totalmente usos e costumes e tradições dos nossos antepassados. Por
isso teremos de ser nós os mais velhos a explicar-lhes como eram esses tempos e
como se divertiam as pessoas, sem adulterar, para que assim consigamos ajudar
esses jovens a ter uma boa representação desses tempos.
Sabemos por outro lado, que
de vez em quando surge “gente” no movimento folclórico com ideias que nada tem a
ver com a vida dos nossos antepassados e como tal adulteram tudo.
Nalguns casos alguns há
conselheiros técnicos da estrutura federativa que rege o movimento folclórico, que
não tem formação para tal cargo ou desconhecem os usos e costumes ancestrais da
região.
A salutar rivalidade existente
alguns ranchos e grupos folclóricos em diversas regiões leva certos conselheiros
a tirar partido por certos ranchos ou grupos que por vezes até nem representam
melhor os usos e costumes e as tradições, levando que certas direcções ou administrações, com boas intenções
a ficarem desconfiadas com essas entradas na estrutura federativa e depois
houve-se dizer; “só é federado quem pagar jantares” “ a Federação não dá nada e
só quer dinheiro” que as melhores actuações são para os amigos“ etc.
Por isso a estrutura federativa terá também que
mudar a mentalidade de dirigir, há que promover vários encontros abertos nas diversas
regiões do pais para discutir os usos e costumes, tradições e os problemas do
folclore para que assim possamos esclarecer e ajudar os jovens e para os tornar
mais fortes e mais capazes de saber reconhecer como devem estar no folclore e
como o devem representar, para que os
“sabichões estilistas” que aparecem no folclore e que adulteram tudo,
sejam desmascarados, neste contexto a estrutura federativa as direcções e administrações dos grupos e ranchos tem um papel importante
de esclarecimento dos jovens e assim os ajudar na sua entrada plena no folclore.
Nota: Esta é a minha opinião é capaz de não
estar completa mas com a analise e discussão de todos os folcloristas
interessados estou ciente que poderá ser melhorada mas para isso peço a
contribuição de todos com humildade.
Por;Manuel Abreu Castro
Nota; ( Este artigo de opinião foi publicado no "Portal do Folclore Português")
Nota; ( Este artigo de opinião foi publicado no "Portal do Folclore Português")
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Algumas Imagens Antigas de Terras do Minho
![]() | ||||
| Casa de Camilo Castelo Branco |
Em Seide S. Miguel 1916 (Antes e Depois do Incêndio)
![]() |
| Pelourinho ainda existente em Ruivães V. N. Famalicão |
![]() |
| Braga |
![]() |
| Guimarães 1920 Campo da Feira |
Assinar:
Postagens (Atom)




















