quarta-feira, 25 de junho de 2014

Será que Criticar Construtivamente é Destruir?



Quem é interessado na etnografia e folclore é minimamente conhecedor dos usos e costumes e tradições dos nossos antepassados e sabe ver o que é verdade e o que é mentira e o que é invenção.

Ma ultimamente quem critica construtivamente é algo de injurias ameaças e sabe-se lá quantas mais coisas e isso leva que muita boa gente se cale e até faça tabu disso, pois parecem que têem medo de criticar o que está mal e o que são invenções será que isso é correto? Será que se devem remeter ao silencio e não devem esclarecer quem anda no folclore com gosto e que que pretende no seu rancho ou grupo ter uma melhor representatividade dos tempos dos nossos antepassados?

Achamos que  quem gosta de uma boa representação não se deve remeter ao silencio. Devemos denunciar tudo o que é mentira e aldrabi-se e esclarecer a verdade. Mas também temos de o fazer com criticas construtivas e não de deita abaixo e com arrogância,  porque assim não vamos conseguir trazer essas pessoas interessadas para  o lado da verdade, mas por outro lado sabemos que também há gente que não aceita essas criticas esses devemos logo isola-los porque são ervas daninhas que se tentam espalhar pelo movimento folclórico. Como todos sabem há uma grande percentagem de jovens no movimento folclórico e se não lidamos bem com eles e lhes não transmitir a verdade corremos o risco de os perder quando saberem a verdade, por isso urge lhes transmitir o que eram as vivências dos nossos antepassados e não lhes passar mentiras, porque muitos jovens se questionam já, se nos tempos passados só se cantava e dançava e pouco se trabalhava e se haviam  tantos adornos,  muito ouro, pincs nas mulheres e nos homens, pulseiras de ouro e plásticas relógios de pulso e enfeites e se usavam sapatilhas etc…

 Assim como nas mulheres unhas e olhos pintados e cabelos soltos e sapatos de pano e enfeites etc…

 Pois tem-se visto isto em certos agrupamentos que se dizem folclóricos.


Por isso ai temos de denunciar essas mentiras e essas aberrações que trazem a vergonha e mentira a etnografia e folclore.

 Ai não deve haver tabus nem encobrimentos é dever de quem gosta da divulgação das vivências dos nossos antepassados denunciar energicamente essas mentiras e invenções claro com responsabilidade e educação para que consigamos recuperar muita dessa gente boa que anda nesses grupos e que tem boas intenções mas  por desconhecimento e pouca pesquisa que fazem mantêm essas mentiras ignorando a verdade.



 Certo que com esta minha opinião estarei a  dar o meu contributo para uma boa representação dos grupos e ranchos folclóricos e para  que seja uma forma de cativar e trazer os jovens ao movimento folclórico e inseri-los com verdade e conhecimento, pois só assim a Etnografia e Folclore terá um lugar digno na nossa cultura  que tantas vezes vemos ela a ser  enxovalhada.

terça-feira, 27 de maio de 2014

O Papel das Associações de Etnografia e Folclore



As associações concelhias de etnografia e folclore têm um papel importante no movimento folclórico e na vida das pessoas, pois elas podem ser dinamizadoras uma etnografia e de um folclore mais verdadeiros e representativos na sua região e de bons momentos de lazer e culturais das pessoas.
Sabemos que actualmente existe uma choradeira de certos dirigente de grupos ou ranchos folclóricos que a federação “nada dá aos grupos e ranchos folclóricos” em parte isso até é verdade, mas o que é que a federação pode dar? Se não tem meios financeiros para isso! Sabemos também ao mesmo tempo que á gente mal-intencionada á espreita de ter protagonismo para semear a discórdia e a confusão aproveitando-se do desconhecimento de certos dirigentes sobre o que é a etnografia e o folclore e a representação de um grupo ou rancho folclórico. Por isso aqui as associações de etnografia e folclore têem um papel muito importante a isolar toda essa gente mal-intencionada que tenta gravitar há volta do movimento folclórico semeando a discórdia e a confusão.
Uma associação concelhia pode fazer a ponte entre a Federação, Câmaras e os ranchos federados e não federados ajudando-os e esclarecendo seus dirigentes para a necessidade da autenticidade na representação pois temos vistos certos grupos de não tem qualquer representatividade que até gastam rios de dinheiro em trajes, que são autenticas aberrações e mentiras, mas se uma associação tiver o papel que lhe compete e que achamos que deve ter pode ajudar esses grupos não representativos a ter mais representatividade gastando o menos possível como também os pode ajudar na autenticidade das suas danças e modas, assim como se devem trajar e estar no movimento folclórico, acho que isto deve ser um esforço de toda a gente bem-intencionada porque o tempo urge e as fontes começam a secar.

Sabemos que parte desses dirigentes não aceitam qualquer concelho para a mudança, mas se uma associação tiver o papel que lhe esperamos, ai eles vão ter de ceder, pois os argumentos serão nulos perante os seus componentes e estes exigiram a melhor representação.

Uma associação de folclore pode também ter um papel importante nos concelhos na vertente cultural e social e no laser dos munícipes, se esta tiver um apoio importante da Camara local. Os presidentes de uma Câmara Municipal podem delegar nestas associações um maior envolvimento para a realização de eventos etnofolclóricos e até de usos e costumes e tradições dos seus munícipes.

Aqui de uma forma simples se apontou algumas sugestões para um bom desempenho de uma associação de etnografia e folclore, mas com certeza muitas mais sugestões há pois elas não se esgotam nisto, mas esta também é um a forma de contribuir para uma melhor representação embora vaga dos grupos e ranchos folclóricos espalhados pelo no pais e até no estrangeiro.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Superstições e Crendices



Muito se tem falado que nos usos e costumes e tradições dos nossos antepassados havia uma crença nas mesinhas, rezas e benzeduras.
 A crença nessas coisas derivava no facto de naqueles tempos não haver medicina científica, ela apareceu já mais tarde e nos grandes centros populacionais. Todos sabemos que mesmo hoje a ciência médica está em constante evolução, mas nos tempos remotos do passado a cura das doenças fazia-se por vias de rezas benzeduras e chás mas também havia muitas superstições, as pessoas tinham medo á sua própria sombra, aqui se vai apontar algumas dessas e como as pessoas as curavam.

No âmbito das superstições e crendices, as rezas e benzeduras eram utilizados principalmente para curar doenças e afastar os males. Para muitos, elas eram e ainda são mais eficazes que os remédios da “medicina científica” (por contraponto com a “medicina popular”). Existem benzeduras para quase tudo: cobreiro, sapão, quebranta, espinhela caída, dor de cabeça, etc., tal como há rezas com os mais diversos objectivos: para conseguir casamento, para dormir, para ser feliz, para abrandar os mais exaltados, etc.
Na Vila de Serzedelo Guimarães ainda hoje é costume ver lá numa capelinha que existe de (S. Bartolomeu) bastantes casais, pais com os filhos que estão a iniciar a dar os primeiros passos a fazer promessas cuja promessas consiste dar três voltas á capelinha coma faca de madeira do santo na mão da criança e bater outras três vez com a cabeça da criança levemente na porta da capela e dar comer e beber ás crianças no local e deixar o resto dessa comida e bebida na pequena pia lá existente ai a promessa fica feita. Segundo os crentes a criança começa logo a andar nos próximos dias.
    Tradicionalmente, existe todo um universo de crenças, que permanentemente ameaçam as pessoas. Uma das mais temidas é a do "mau-olhado" que leva a toda uma série de sintomas e malefícios. A "doença" típica provocada pelo mesmo é o "quebranto", onde o atingido tem perda da vivacidade, olhos lacrimejantes, sonolência entre outros.  A cura só se dá através de muita benzedura. A zipela como lhe chamavam antigamente era uma alergia que aparecia no corpo em que o corpo ficava todo vermelho ai a Zipela era talhada com um ramo de oliveira molhado em azeite e o curador/a prenunciava algumas frases na reza. Outro exemplo era o tesoure-lho (uma dor no pescoço que não deixava o mesmo mover porque logo havia dor horrível) ai era colocado o jugo dos bois no fim do trabalho dos mesmos e ainda quente três dias seguidos.
Para acabar com o medo de uma criança devia a mesma comer uma cabeça de galo atrás da porta.
Segundo a crença popular, não se deve brincar com a própria sombra, pois pode "trazer doença", nem contar estrelas, pois faz nascer verrugas também conhecidas por “cravos”. Deve-se evitar ter em casa búzios e caramujos ou barcos em miniatura, pois os mesmos “chamam" males. Borboletas pretas, mariposas, morcegos e cobras são animais peçonhentos que representam mau agouro, pois foram criados pelo diabo.
Se matar gatos traz sete anos de atraso na vida, já uma rapariga que pisa em cima do seu rabo não casa.
Estes são apenas alguns exemplos das infindáveis superstições e crenças que faziam e ainda fazem parte do quotidiano de muitas comunidades, particularmente as rurais, por vezes ditando normas e condutas sociais.
Usos, Costumes
Usos,

domingo, 6 de abril de 2014

A Representação Etnográfica e Folclórica e…..os Lóbis.



Muito se tem falado ultimamente nas representações de grupos e ranchos de folclore, mas claro acho que essa representação não se baseia só nas danças e cantares mas também mas no trajar e tem havido uma grande discussão á volta disto, principalmente sobre grupos e ranchos folclóricos do Minho.


 Sabemos que o Estado Novo se aproveitou do folclore de uma maneira errada para mostrar aos povos das outras nações do mundo que afinal não era bem assim o que diziam sobre a vida dos portugueses, queria mostrar que o povo vivia bem e até tinha grande riqueza, promoveu a mostra do ouro e os trajos que nada tinham a ver com as vivências usos e costumes dos nossos antepassados, tudo isso era mentira, pois fomos sempre um povo pobre humilde e trabalhador.
Claro com isso se aproveitou um certo comércio sem escrúpulos para vender essa mentira aos turistas que nos visitavam e ganhando muito dinheiro, mas será isso que devemos agora em liberdade continuar a passar essa mentira?

Acho que não. Ainda há dias vimos na TV que certo comércio sem escrúpulos e não olhando a meios a se revoltar por certos grupos e ranchos corrigirem essa mentira preferem continuar a esquecer as vivências dos nossos antepassados para ganhar dinheiro, quanto a mim acho isso muito errado porque UM POVO QUE ESQUECE O SEU PASSADO NÃO TEM FUTURO.
Por isso pergunto será correto as pessoas responsáveis pelo movimento folclórico em Portugal se deixem embarcar nesse barco pirata? Mas é com tristeza que noto que isso é uma realidade pois muita gente responsável do movimento folclórico está a ceder a esses lóbis do comércio em troca de uma comissãozinha e alguns até se tornam agentes comerciais promovendo a venda trajos e adereços que mais não são uma aberração e uma mentira.
Todos temos visto na comunicação social que há muitos países do mundo a fazer um esforço enorme para recuperar as suas vivências usos e costumes e tradições e o nosso Portugal fazendo tudo como sempre ao contrário. Acho que as pessoas honestas e as que estudam o nosso passado e mesmo aqueles que de uma forma apaixonada estão no movimento folclórico, devem vir a terreiro e denunciar estes lóbis pois é nosso dever pugnar pela verdade ou então corremos o risco e ceder aos lóbis e enganando os nossos vindouros fazendo-lhes crer que em Portugal eram todos ricos e que ninguém precisava de trabalhar e que era só cantar e dançar e gozar.

domingo, 9 de março de 2014

Inovar sem Alterar .......



Ultimamente a palavra INOVAR anda de boca em boca de todos os que se movimentam no seio movimento folclórico português pergunta-se porque?


As representações actuais dos grupos e ranchos folclóricos aos olhos dos mais jovens dão uma ideia que a vivência dos nossos antepassados eram um vivência de borga de folia de gozo, por isso se fala que é de mais elementar inovar as representações dos ranchos e grupos de folclore, (reparasse que se diz; inovar as representações e não inovar as representações e alterar como eram as vivências dos nossos antepassados).

   Pois muitos jovens questionam se a vida dos nossos antepassados era só dançar e cantar. 

Nós mais velhos que tivemos contacto com gente mais velha temos a obrigação de explicar aos mais jovens como eram essas vivências os usos e costumes e tradições e representar mais fielmente essas vivências dos nossos antepassados, explicar que era uma vida de trabalho árduo, que começava antes de nascer o sol e se estendia até depois algumas horas de por o sol e os momentos de alegria e de dança se dava depois de um dia árduo de trabalho, era essa a maneira de se expressar pelo regozijo do trabalho profícuo de um longo dia trabalho, muitas das vezes era para afastar o cansaço e o stress para que o dia seguinte fosse encarado com mais vontade de um novo dia de trabalho, claro que havia os momentos de lazer que era ao domingo á tarde á porta da igreja aonde muitos rapazes iam ver sua namorada no fim de mais uma acção de graças, como também havia momentos para o canto e a musica mas ai era no fim de uma cegada ou apanha do milho ou numa malha ou vindima, como também podia ser numa sacha de milho, aonde se cantava para que o tress e o cansaço fosse esquecido. 


 (Ainda hoje nos nossos trabalhos cantamos para nos aliviar e regozijar pelo trabalho que fazemos e algumas vezes somos questionados por colegas, que nos dizem quando cantamos que “o trabalho está a correr bem”, ou cantamos para esquecer uma coisa que nos corre mal, ai ouvimos alguém dizer; “quem canta seu mal espanta”).

 Também no passado se cantava durante o trajecto que se fazia á capela do santo para pagar a promessa e agradecer pela cura de uma maleita ou pelo agradecimento de uma boa colheita ou até pelo nascimento de um animal, no fim do pagamento comiam o farnel que levavam e ai havia então mais uma dança ao som de uma viola ou cavaquinho ou até de um harmónio muitas das vezes até descambava uma zaragata pois quando um rapaz via sua namorada ser cortejada por outro. Havia também os momentos de tristeza e dor quando falecia um parente seu ou lhe morresse por doença um boi ou vaca ou outro animal domestico. 



 Por isso se diz que se precisa de inovar as representações que temos vindo a fazer, pois carecem uma inovação com coragem que englobe todas estas vivências atrás descritas mas isso terá de passar antes da realização das mesmas por uma explicação a quem está assistir a essas representações por gente que apresenta e que esteja bem informada desses tempos ancestrais, se assim fizermos com certeza que se passa o espolio de legado que os grupos e ranchos folclóricos possuem aos mais jovens com autenticidade, mas temos de o fazer urgente porque o tempo urge. Porque se não os jovens e os vindouros não nos irão perdoar pois como diz um etnólogo e historiador “ passamos a ser um povo sem passado e sem entidade”.